O que mudou no mercado imobiliário em 2025? Londrina e região
O mercado imobiliário brasileiro apresentou em 2025 um cenário de crescimento robusto, apesar de desafios macroeconômicos como juros elevados e pressões inflacionárias. Dados nacionais indicam que os lançamentos e as vendas de imóveis residenciais avançaram em 2025, reforçando a resiliência do setor mesmo em um ambiente de crédito mais restrito e maior custo de financiamento.
No primeiro semestre de 2025, o mercado imobiliário brasileiro registrou um recorde de lançamentos de unidades residenciais, reflexo de construtoras e incorporadoras reagindo à demanda ainda firme por moradia própria.
Além disso, plataformas especializadas apontam que, mesmo com juros altos, os preços de mercado continuaram a subir em 2025, em muitos centros brasileiros, registrando valorização de imóveis que supera a inflação em diversos locais.
O mercado imobiliário de Londrina em 2025
Em Londrina, indicadores locais apontam que o mercado residencial mantém uma demanda ativa, impulsionada tanto pela procura do programa Minha Casa, Minha Vida quanto por uma taxa de locação elevada, o que mostra que o investimento em imóveis para alugar segue forte na cidade.
Fernanda Lopes, corretora de imóveis da Imobiliária Atual, há mais de 17 anos, comenta:
“2025, em Londrina, os lançamentos de imóveis residenciais surpreendeu, indo além da região mais valorizada da cidade (gleba palhano), vários empreendimentos estão com as obras chegando ao fim, na Av. Waldemar Spranger. Outro destaque, são os condomínios horizontais, próximos ao Shopping Catuaí, tivemos várias novas opções, sendo um deles o condomínio Sunset Residence, que continuamos fazendo as vendas”.
O mercado imobiliário de Londrina também vem apresentando um desempenho de destaque em nível nacional. De acordo com o relatório IDI (Índice de Demanda Imobiliária), a cidade registrou um avanço expressivo nos rankings mais recentes. No padrão econômico, que engloba famílias com renda entre R$2 mil e R$12 mil e imóveis avaliados de R$115 mil a R$575 mil, Londrina avançou oito posições, saindo do 21º para o 13º lugar. No segmento de alto padrão, o crescimento foi ainda mais significativo: a cidade saltou 44 posições e passou a ocupar a 28ª colocação no ranking nacional.
Apesar do avanço expressivo da oferta de imóveis, do bom desempenho a nível nacional e da procura constante — especialmente para locação —, o ritmo de fechamento das vendas foi mais cauteloso ao longo de 2025. Fernanda Lopes pontua que o comportamento do comprador mudou:
“Em Londrina, percebemos que a decisão de compra aconteceu de forma mais lenta em 2025. Muitos clientes pesquisaram mais, compararam opções e acabaram adiando a conclusão do negócio, principalmente aguardando possíveis reduções nas taxas de financiamento. Isso não significa falta de interesse, mas sim um comprador mais consciente e estratégico.”
Esse cenário reforça que, mesmo em um mercado aquecido e com boas oportunidades, fatores macroeconômicos — como crédito e juros — seguem tendo peso direto no tempo de decisão. Ainda assim, a demanda reprimida indica um potencial relevante para retomada mais acelerada assim que o ambiente de financiamento se torne mais favorável.

Comportamento do crédito e financiamento
Um dos aspectos mais impactantes do mercado imobiliário ao longo de 2025 foi a mudança nas condições de financiamento imobiliário, devido a ajustes promovidos principalmente pela Caixa Econômica Federal e pelo Governo Federal.
Uma importante alteração foi relacionada à cota máxima de financiamento praticada pela Caixa. Em 2024 e início de 2025, por limitações nos recursos disponíveis, o banco havia reduzido a porcentagem do valor financiável para alguns imóveis. Por exemplo, em determinados momentos o limite havia ficado em 70% do valor total do imóvel, especialmente no sistema de amortização tradicional e para imóveis já habitados, exigindo mais entrada por parte do comprador. Contudo, com o anúncio de um novo pacote de medidas de crédito imobiliário em outubro de 2025, a Caixa voltou a financiar até 80% do valor do imóvel no Sistema de Amortização Constante (SAC), retomando uma condição que torna mais acessível a compra de moradia própria e estimulando o setor habitacional novamente.
Outra mudança relevante em 2025 foi a criação da chamada Faixa 4 do programa Minha Casa Minha Vida, uma nova faixa de renda que amplia o acesso ao crédito imobiliário para famílias com renda mensal bruta familiar de até R$12 mil. A partir de maio de 2025, essa nova modalidade passou a permitir que famílias de classe média possam contratar financiamento imobiliário com condições diferenciadas: prazo de até 420 meses (35 anos), juros mais competitivos e possibilidade de financiar imóveis de até R$500 mil, com financiamento de até 80% para imóveis novos em qualquer região do país.
“Sabemos que um dos maiores obstáculos na compra de um imóvel — especialmente quando se trata da primeira moradia — é o valor elevado da entrada. Por isso, toda mudança que possibilita reduzir esse valor tende a ser positiva. Isso beneficia não apenas os compradores, que conseguem acessar o crédito com mais facilidade, mas também os investidores, que passam a ter mais segurança ao comprar ou construir, sabendo que há mais pessoas aptas a adquirir esses imóveis.”
relata o corretor José Ricardo França, que atua na área há 4 anos.

Conclusão
O ano de 2025 foi marcado por um mercado imobiliário resiliente no Brasil, e tanto no Estado do Paraná quanto em Londrina há sinais de demanda firme, valorização de ativos e forte atividade no segmento residencial. Para 2026, a expectativa é de continuidade da valorização, manutenção da demanda por moradia própria e oportunidades sólidas para investidores e compradores finais, ainda que a economia em geral exija atenção às taxas de juros e às condições de financiamento.
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Imobiliária Atual